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  • Considerar a defasagem e dificuldades de aprendizagem de alunos das áreas onde os conflitos de arma de fogo são rotineiros, o que requer observação e vivência. Mitigar os efeitos desses obstáculos constitui tarefa hercúlea, o artigo científico a seguir vem sugerir práticas de intervenção psicopedagógica para diminuir as dificuldades de aprendizagem em áreas conflagradas. Pensando na experiência como docente e coordenadora pedagógica no Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, busca apresentar sugestões aplicáveis em situações semelhantes, tendo como base a aplicação da leitura como ponto de partida bem como o letramento da teoria de Psicogênese da língua escrita de TEBEROSKY e FERREIRO.
  • A formação de professores se insere dentro do tema mais amplo das políticas de infância no Brasil e evidencia relações tensas entre as diretivas legais para o campo da Educação Infantil e a realidade de sua assunção no cotidiano das instituições educativas voltadas para esse segmento. Esse artigo tem como objetivo evidenciar alguns aspectos referentes às políticas de formação docente, expressos nos documentos que a normatizam, como por exemplo, os tempos necessários para planejamento dos professores em exercício e as possibilidades e impossibilidades de sua realização. Partindo da contextualização da história das políticas voltadas para a Educação Infantil, com ênfase na formação do professor, buscamos articular os desafios e tensões presentes na concretização das conquistas legais nas práticas cotidianas das creches e pré-escolas, tomando por meio da investigação de alguns elementos da realidade do Município do Rio de Janeiro. Palavras-chave: Educação Infantil. Formação de Professores. Políticas Educacionais. Publicado em julho de 2021.
  • Através do Instituto de Arte Educação (IAE), o Projeto Eu Sou oferece atividades de artes plásticas para crianças e adolescentes na comunidade do Jacarezinho desde 2006. Na metodologia das aulas do Projeto, a arte não é vista como ferramenta puramente estética, e sim como um canal de desenvolvimento da autoestima, da identidade, da comunicação e expressão do indivíduo, e do seu encontro com a sua força criativa. No decorrer de nosso trabalho, pudemos perceber o impacto das aulas de artes em vários aspectos da vida das crianças, afetando frequentemente de modo positivo as relações do aluno nas áreas social, familiar, emocional e cultural. O desenvolvimento do processo criativo possibilita ao aluno reconhecer seu valor e sua potência frente ao mundo, ampliando seus horizontes, sua capacidade crítica, e podendo trazer também um melhor desempenho escolar. A arte, além disso, tende a promover em seu exercício um forte sentimento de inserção na cultura e na sociedade, possibilitando a formação de cidadãos mais conscientes e ativos. Com o objetivo de ampliar o alcance das ações do Projeto, desde 2012 começamos a oferecer uma capacitação em arte-educação para professores e interessados da comunidade (CAED). A ideia era oferecer recursos para que essa experiência positiva com a arte pudesse ser vivenciada pelos nossos alunos também na escola, sensibilizando o corpo docente para as questões subjetivas, estéticas e singulares da aprendizagem de cada sujeito. Nosso público inclui professoras da rede pública e particular com níveis de formação diversos, e também as explicadoras, professoras informais que atuam em projetos sociais realizados dentro das igrejas da região. Muitas vezes, essa capacitação é o primeiro contato que essas mulheres têm com questões relativas ao aprendizado e à arte. É lá que descobrem e elaboram a importância do aluno se expressar livremente, construir o seu saber de forma ativa, exercitar sua capacidade de encontrar as próprias soluções – e ser valorizado por isso. Neste trabalho, buscamos sintetizar o percurso do CAED, considerando que, quando a educação é associada à subjetividade da arte, pode-se mais facilmente transformar informações em conhecimento. Publicado em junho de 2021.
  • Neste artigo, Rossano Cabral Lima aborda três pontos que mostram como a descontextualização dos diagnósticos, o desprezo pela história de vida dos sujeitos, a desvalorização da psicopatologia na primeira pessoa e a desconsideração de outros saberes e vocabulários possuem uma dimensão política, além de terem impacto epistemológico e clínico. O primeiro tópico, segundo o autor, seria a relação entre DSM e políticas de saúde mental. Para Lima, escapar da agenda do DSM não significa desconhecer as categorias diagnósticas, mas não consentir que a formação, os serviços e a rede de atenção psicossocial sejam organizados em torno de tais diagnósticos, combatendo, assim, a lógica excludente presente no discurso disfarçado da lógica conservadora. O segundo ponto seria a relação entre DSM e infância. Para ele, a falta de voz política presente na infância deixa a criança mais vulnerável à medicalização, como também, o fato de que os pais passaram a delegar suas autoridades aos especialistas refutando, dessa maneira, teorias que atribuíam a eles a origem de todas as patologias dos filhos avalizando, portanto, hipóteses biológicas. O terceiro ponto seria a relação entre DSM e a política no campo da linguagem. Para o autor, quando o manual da Associação de Psiquiatria Americana (APA) impõe “democraticamente” um único, correto, verdadeiro e científico modo de descrever os processos de adoecimento mental também tem como objetivo reduzir a língua psiquiátrica a sua expressão mais simples, no movimento de “remedicalização da psiquiatria”. Teorias que são consideradas fora do campo biomédico e seu vocabulário a ele associado não seriam bem-vindas. Publicado em maio de 2021.
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