Produtos

  • Esse texto apresenta a breve e brilhante introdução feita por Sara Pain na abertura da Jornada anual, de 2016, realizada pelo Atepp-Cefat (Ateliê de artes plásticas- Les Pinceaux, centro de formação em arteterapia de Paris), do qual a autora é co-fundadora e atualmente presidente. O texto tem a função de introduzir ao público o tema da jornada: "As Leis da Matéria, Maleabilidade e Resistência em Arteterapia” Ao abordar a matéria, como suporte plástico de criação, Pain coloca em cheque a nossa matéria mesma, enquanto humanos e sujeitos: matéria corporal, pensante e existente. O texto nos provoca a pensar nas transformações da matéria e seus significados no processo de criação plástica e na arteterapia. Ficamos curiosos, em vão, para saber o que responderam e como reagiram os participantes da jornada frente as questões levantadas por Sara justamente para mobilizar o grupo, objetivo do encontro anual. Apesar da nossa ignorância sobre o porvir da jornada após a introdução, o discurso da autora pode e deve ser apropriado por aqueles que tecem reflexões sobre as artes plásticas, mas também para os que pensam sobre outras artes e sobre as aprendizagens em geral. Apesar do material plástico promover o pensar sobre certas operações e experiências especificas, podemos analisar, por comparação-pelas similitudes e diferenças- e tomar consciência das operações objetivas e subjetivas que ocorrem na manipulação com outros suportes artísticos e, no caso especifico da psicopedagogia, com as tarefas em suas particularidades. Mas o texto, pequeno e denso, marca da autora, pode nos transportar mais além ainda, filosoficamente-existencialmente e psicanaliticamente falando. Vale a pena conferir! Publicado em dezembro de 2017.
  • Ce texte, présente une brève et brillante introduction, faite par Sara Pain à l’occasion de l’ouverture de la journée annuelle (2016), réalisée para Atepp-Cefet (atelier d’expression plastique - Les Pinceaux, Centre de Formation à l’art-thérapie de Paris), dont l’auteur et co-fondatrice et actuellement est la présidente. Le texte a pour fonction d’introduire le public à la thématique de la journée: “Les lois de la matière, malléabilité et résistance en art-thérapie" Dans l’approche de la matière, entant que support de la création, Sara met en échec notre propre matière, entant q’humains et sujets: Matière corporelle, pensante et existante. Le texte nous convoque à penser aux transformations de la matière et à ses siginifications dans le processus de création plastique et en art-thérapie. On reste curieux, mais en vain, pour savoir ce qu´ ont répondu et aussi comment ont réagi les participants à l’événement face aux questions soulevées par Sara justement pour mobiliser le groupe, objectif de la rencontre annuelle. Malgré notre ignorance sur ce qui s’est passé dans la journée après l’introduction de Pain, le discours de l’auteur peut et doit être approprié pour ceux qui tissent des réflexions sur les expressions plastiques et sur l’art- thérapie, mais le discours doit être approprié aussi pour ceux qui pensent aux autres arts et encore pour ceux qui s’occupent des apprentissages en général. Le matèriel plastique promeut le penser sur certaines opérations et expériences spécifiques, mais on peut analyser, par comparaison- entre les similitudes et les différences- et prendre conscience des opérations objectives et subjectives qui se passent pendant la manipulation avec d’autres supports artistiques et, dans le domaine de la psychopédagogie, avec les tâches dans leurs particularités. Mais le texte, court mais dense, le style de l’auteur, peut nous transporter plus encore au-delà, philosophiquement-existentiellement et psychanalitiquement parlant. Il faut le lire ! Publicado em dezembro de 2017.
  • O texto, oriundo da conferência apresentada pela autora em novembro de 2016, apresenta os avanços das pesquisas sobre a noologia estruturalista, um postulado teórico para o campo da psicopedagogia. O conteúdo apresentado é fruto das investigações do GP-Tekoa (grupo de pesquisa do Tekoa) sob a direção de Maria Luiza Leão. A conferência aborda sobretudo as leis da articulação entre o intelecto e o desejo, instâncias que conferem especificidade ao domínio da psicopedagogia. São abordadas a lei de conservação e a lei de transformação do pensamento, enquanto sistema em seu funcionamento "normal" e "patológico". Lei de abertura e de fechamento, de contato e de não contato entre as estruturas constituintes do pensamento no ato de aprender, conhecer e conceituar: a estrutura lógico-conceitual e a estrutura simbólico-dramática. Na conferência, são abordados os conceitos de membrana isolante, proposto por Sara Pain e o de turbulência proposto por Leão, associados respectivamente à lei de conservação e à lei de transformação do pensamento no ato de conhecer, objeto por excelência da psicopedagogia. A Noologia Estruturalista propõe o pensamento como uma estrutura mais geral, na ordem de grandeza dos fenômenos psicológicos, incluindo o sistema cognitivo (piagetinano) e o sistema desiderativo (da ordem de grandeza dos fenômenos psicológicos, incluindo o sistema cognitivo (piagetinano) e o sistema desiderativo (da psicanálise) como seus elementos constituintes, cada qual, como "órgãos" do pensamento, mantendo uma função dentro do sistema geral: função objetivante e subjetivante respectivamente. Publicado em outubro de 2017.
  • Segundo o corpo editorial, a construção da formação em grupos operativos do CEPERJ começou com a vinda do prof. Jorge Visca ao Brasil e a história do CEPERJ inicia-se, em 1982, com a formação do 1º grupo de especialistas em Grupos Operativos da instituição. A formação era constituída por módulos presenciais, sob a supervisão do professor Visca, intercalados por módulos realizados à distância. Numa continuação do exemplar número 1 da Revista Convergências, o número 2 apresenta, sob organização de BRANCA SZAFIR e MARIA LUIZA GOMES TEIXEIRA, mais três relatos de experiências práticas de grupos operativos vividas por alunas do curso de especialização em grupos operativos do CEPERJ. São oferecidas informações detalhadas do processo e da técnica utilizada pelas equipes para a realização de cada trabalho. O primeiro deles: “Grupo Operativo: o processo multifacetado da construção de um projeto” apresenta o processo de construção do projeto desenvolvido numa escola municipal (grupo de pais) descrevendo as sessões através de quadros-síntese e expõe a análise do grupo. O segundo trabalho: “Grupo e Equipe: Analogias de uma construção operativa” relata a experiência de coordenação de um grupo operativo numa escola municipal (grupo de pais), destacando a análise do processo desde a formação da equipe até a analogia entre o movimento da equipe e o movimento do grupo em foco. O terceiro trabalho “O Desejo - o real - o possível: o tecido de uma experiência de grupo operativo”, atuando numa instituição hospitalar (grupo de pacientes), traz uma síntese de todas as sessões realizadas pelo grupo e apresenta a diferença entre o ideal e o possível com grupos operativos. O quarto trabalho “Supervisão operativa em grupos” aborda a experiência de supervisores do CEPERJ com coordenadores aprendizes do curso, destacando a importância da vivência e da troca de experiências entre as equipes de coordenadores. Todos os trabalhos estão pautados na proposta de Enrique Pichon-Rivière e trazem importantes contribuições para o conhecimento sobre a teoria e a prática da técnica de grupo operativo. Publicada em setembro de 2017.
  • O presente artigo relata a experiência do Projeto Esconderijo, realizado numa brinquedoteca da Rede Municipal de Ensino/RJ. É o resultado de uma pesquisa que foi realizada ao longo de 15 anos no mesmo local e visava repensar a prática pedagógica reducionista baseada em um paradigma instrucional. O objetivo do projeto era sensibilizar os educadores quanto ao uso do lúdico em sala de aula e propiciar a interação entre professores e alunos, permitindo que os mesmos experimentassem brincadeiras e vivenciassem experiências lúdicas de aprendizagem. O texto aborda a relação entre aprender e brincar, entre aprender e ensinar, além da importância de se pensar junto com o outro e não apenas sobre o outro. Traz também, comentários de professores participantes que ressaltam o quanto essa vivência refletiu positivamente na sua prática e na relação com seus alunos, melhorando o afeto, a confiança, a comunicação e a compreensão entre os mesmos. O texto é indicado para quem tem interesse em conhecer um pouco mais sobre o uso do lúdico no processo ensino-aprendizagem, bem como seus reflexos na prática educativa e na relação professor-aluno. Publicado em agosto de 2017.
  • Dada a qualidade e importância dos seis exemplares da revista CONVERGÊNCIAS para a investigação no campo da psicopedagogia, o Tekoa faz um esforço republicá-las, através da Akadémia, nossa plataforma de divulgação cientifica online. Corpo editorial da revista Convergências: Branca Szafir, Maria Apparecida Mamede Neves, Maria Luiza Gomes Teixeira e Stella Maris Braga. Organização: Maria Aparecida Mamede Neves Eis o exemplar número 1 da revista. Segundo o corpo editorial, a construção da formação em grupos operativos do CEPERJ começou com a vinda do prof. Jorge Visca ao Brasil e a história do CEPERJ inicia-se, em 1982, com a formação do 1º grupo de especialistas em Grupos Operativos da instituição. A formação era constituída por módulos presenciais, sob a supervisão do professor Visca, intercalados por módulos realizados à distância. O exemplar número 1 da revista Convergências, narra um breve histórico das etapas e propostas vivenciadas na construção dessa formação, abordando o conceito de Esquema Conceitual Referencial Operativo, ECRO, cunhado por Pichon Rivière, bem como os conceitos de ansiedade de ataque e ansiedade de perda. O poema “Conhecimento da Morte”, do referido autor, foi a pedra de toque para trabalhar essas ansiedades básicas na formação daquele grupo em construção. Segundo Pichon, o grupo passa por um momento inicial indiscriminado e ao entrar em contato com outros sujeitos, vivencia ameaças de ataque e de perda. Num segundo momento, pode ocorrer uma cisão radical, onde os opostos não conseguem conviver. Uma das funções do Grupo Operativo é atuar na passagem de uma posição divalente para uma posição integrada do grupo em formação, levando-o a viver situações de rachaduras e integrações, sentindo as repercussões dessas situações na elaboração das tarefas e projetos. Publicada em junho de 2017.
  • O presente glossário é uma iniciativa do GP-Tekoa, grupo de pesquisa do Tekoa que em seus encontros de estudos sistemáticos, ocorridos a partir de 2014, sentiu a necessidade de reunir as definições de conceitos utilizados no campo da psicopedagogia, uma área de estudos relativamente nova, sobretudo no que diz respeito a investigação teórica própria desse campo; em particular são apresentados os conceito relativos à noologia estruturalista, postulado teórico proposto por Maria Luiza Oliveira Castro de Leão. Os glossários especializados passaram a fazer parte da rotina dos alunos da Formação em Psicopedagogia da instituição, quando Maria Luiza Leão, diretora do Centro, sugeria que se reunisse os termos centrais relacionados à psicopedagogia à partir das elaborações teóricas dos cursos. O GP-Tekoa tomou a resolução de organizar, numa totalidade coerente, os fragmentos de glossários produzidos desde 2006. Assim, estamos disponibilizando ao público um glossário especializado, através da nossa plataforma on-line Akadémia, encarregada da difusão do pensamento teórico-prático da instituição. Além do glossário especializado na área da psicopedagogia oferecemos também, glossários anexos onde poderão ser encontrados conceitos de outras disciplinas (psicologia cognitiva, psicanálise, psicologia social, filosofia...) que contribuem para o corpo de conhecimentos relativos à psicopedagogia. O GP-Tekoa, estruturado enquanto tal, surgiu em 2014, para investigar, de maneira sistemática, estudos e projetos nas linhas de pesquisa da instituição: 1. A Noologia Estruturalista: um postulado teórico para o campo da psicopedagogia; 2. Roda de Conversa Operativa: uma técnica de intervenção psicopedagógica comunitária. Formado por especialistas em psicopedagogia, o GP-Tekoa conta com a colaboração científica de Sara Pain, Gérard Vergnaud e Sandra Bruno (França), Maria Apparecida Mamede Neves (PUC-Rio) e Maria Cecília Almeida e Silva (Pró-Saber- RJ). São os pesquisadores efetivos do grupo: Alba Weiss (em 2014), Maria Luiza oliveira Castro de Leão (desde 2014), Juliana Borges (desde 2014), Marlene Dias (desde 2015) e Gisele Noel (desde 2015). Publicado em junho de 2017. Atualizado em junho de 2024.
  • O que significa “altas habilidades” para uma reflexão do ponto de vista psicopedagógico? Levantado essa questão, a autora fala que reconhecemos no conceito de superdotado aquele aprendiz que desenvolve sua estrutura cognitiva vertiginosamente, prematuramente, no sentido vertical. Contudo, ela declara que temos notado que falta, muitas vezes, a criança dita com altas habilidades, experiências oportunas para enriquecer cada etapa particular do seu desenvolvimento cognitivo. Tal fato pode gerar no indivíduo dificuldades de regressão cognitiva, produzindo pessoas que não conseguem, frequentemente, operar num nível mais primitivo de pensamento. A autora nos traz a psicopedagogia como o campo do conhecimento que se ocupa do estudo dos fenômenos relativos à aprendizagem humana, área que deve questionar a existência do ser que aprende, dos processos de sua aprendizagem e questionar a existência dos produtos desses processos, isto é, os conhecimentos e a cultura. Visto isto, a aprendizagem é colocada como um fenômeno complexo, que aborda desde processos orgânicos a paixões que movem o sujeito a querer aprender. Segundo a autora, o pensamento no ato de aprender (objeto da psicopedagogia) seria produzido pelo inconsciente numa articulação entre dois sistemas: o da “inteligência” e a do “do desejo”. A autora posiciona seu pensamento teórico numa postura estruturalista, construtivista, interacionista e dialética, no que diz respeito ao ato de aprender. Este artigo propõe uma reflexão sobre o “sujeito no ato de aprender”, em relação ao contexto de suas aprendizagens: família, escola, comunidade em geral. Para a autora, a função básica da aprendizagem humana é a sobrevivência numa cultura. Deste modo, o “bom aprendiz” seria aquela pessoa capaz de desenvolver suas potencialidades, para uma adaptação ativa no mundo, movida por seus desejos; podendo atuar com suas competências cognitivas tanto no sentido vertical (mais abstrato ou mais concreto) como no sentido horizontal, em diferentes campos de conhecimento, conforme as exigências surgidas nesse processo de adaptação. Desse modo, o conceito de “bom aprendiz” não coincide, necessariamente, com aquele de ”bom aluno” ou com a superdotação. Assim, não há garantias de que o indivíduo dito com “altas habilidades” seja “um bom aprendiz” e vice-versa. Publicado em junho de 2017.
Ir ao Topo