Pesquisar sobre a formação docente ganha especial relevância nos tempos que correm. O biênio de 2016 e 2017 trouxe intensas mobilizações sociais em torno do projeto de sociedade que desejamos e o seu modelo democrático que hoje sofre um duro revés. São movimentos que impactam, necessariamente, o campo educacional. Pensar, portanto, a formação de professores, implica impreterivelmente levar em conta as forças e as pressões que esse campo está vivendo e que, ao que tudo parece indicar, continuará sofrendo. Nesse sentido, vale reafirmar com as nossas pesquisas e ações qual o professor que pretendemos formar. Diferente das perspectivas padronizadas que visam criar modelos únicos de ação, como a cultura do apostilamento, pretendemos discutir concepções de formação docente que considerem os sujeitos como autores dos seus processos formativos, pondo em destaque a potência constitutiva da Educação Estética e dos estudos voltados para as pesquisas narrativas e/ou de histórias de vida e (auto)biográficas.
Publicado em abril de 2021.

Michelle Dantas Ferreira é Professora de Educação Infantil. Diretora Adjunta no Município do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria Municipal de Educação (SME). Mestranda em Educação na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e pesquisadora do grupo Frestas (Formação e Ressignificação do Educador: Saberes, Troca, Arte e Sentidos), vinculado ao Núcleo Infância, Natureza e Arte (NINA) na mesma Universidade.





