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“É brincando que se aprende – a importância do lúdico na plasticidade do processo de construção de conhecimento” – Teresa Ourivio

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P. tinha quatro anos quando sua mãe procurou a clínica social do Instituto Superior de Educação Pró-Saber. P. é o segundo filho, os pais são casados e o irmão mais velho, à época, tinha 7 anos. A família tem uma situação sócio econômica de classe média, ambos pais trabalham e tem formação superior, sendo a mãe professora formada em letras, e o pai contador.

Devido à pouca idade de P., optei por um diagnóstico em cinco sessões: uma entrevista inicial com a mãe e o filho, dois encontros com P., uma visita à escola, uma anamnese com os pais e uma devolução para os mesmos. Esse processo foi construído de acordo com a matriz diagnóstica do pensamento proposta por Jorge Visca, que é 2 composta por três elementos sendo: diagnóstico, prognóstico e indicações, e consiste em “um instrumento conceitual que, ao encontrar-se entre o corpo legal e o caso particular, serve de mediador e facilitador dos processos ascendentes e descendentes que todo especialista deve realizar durante sua tarefa diagnóstica” (VISCA, 2010, p. 68).

Publicado em março de 2026.

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Descrição

Esse artigo tem o objetivo de relatar a intervenção psicopedagógica em uma criança em idade escolar na educação infantil. Quando iniciei a avaliação de P. na clínica social do ISEPS – Instituto Superior de Educação Pró-Saber, imediatamente questionei: Por que uma criança de quatro anos precisaria de um diagnóstico psicopedagógico? Onde podemos inscrever um problema no processo de construção de conhecimento nesse momento da vida escolar? Era um desafio que se apresentava para mim. Eu pensava em como iria avaliar, em como iria intervir.

No curso de formação em psicopedagogia, estudamos o período pré-operatório e a importância do sub-estágio simbólico no desenvolvimento cognitivo da criança. Na inteligência simbólica, “cada objeto é representado, ou seja, evocado, em imagem. Por outras palavras, a cada objeto corresponde progressivamente uma imagem (mental) que permite à criança evocar esse objeto na ausência deste.” (DOLLE, 2005, p.193). O sub-estágio simbólico, que se dá entre dezoito meses e quatro anos, é caracterizado pelo pensamento essencialmente figurativo e pela função simbólica que se utiliza do jogo simbólico, do jogo de imitar, da linguagem, e do desenho, permitindo à criança entrar em contato com o objeto ausente.

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