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  • O ESTUDO DAS LEIS DA ARTICULAÇÃO ENTRE O INTELECTO E O DESEJO NO ATO DE APRENDER E A NOOLOGIA ESTRUTURALISTA

    “Estive, com a Sara em maio desse ano. Temos realizado, há muitos anos, pelo menos há uns 15, encontros anuais. Ela sempre me faz pensar. Praticamos conversas de todos os tipos, dentre elas, as “intelectuais esquentadas” e nos divertimos… Ao longo desses anos de convivência, Sara sempre, de modo especial, se fez presente nas realizações do Tekoa. Torce por nossas atividades, acadêmicas e práticas, e emociona-se com os nossos saraus de produções poéticas. Partilhamos o gosto pelas artes plásticas e pela poesia. Quanto aos simpósios de investigação, Sara esteve de corpo presente no primeiro simpósio (em 2000) e no segundo (em 2008). No primeiro, declarou ser impossível fazer teoria epistemológica, “teoria–teórica”, no âmbito da psicopedagogia, dizia que apenas podemos elaborar uma teoria da prática, nesse campo. Já no segundo simpósio, partilhamos uma mesa redonda e ela aceitou o postulado teórico da noologia estruturalista cujas raízes, aliás, estão fincadas na sua proposta teórica sobre o pensamento concreto (no sentido de real, existente) na qual aborda o conceito de membrana isolante que será abordado nessa conferência, ao ser relacionado com uma das leis que iremos propor sobre a articulação entre o registro lógico e o registro simbólico do pensamento. Essa espécie de “aprovação“ da Sara teve grande importância para ganharmos energia e continuar nossa pesquisa relativa a proposição de um campo teórico para a psicopedagogia que teve seu início num longo processo de doutorado sobre o estudo da turbulência em psicologia que depois resultou nas propostas: a pedagogia da turbulência por um lado mais prático e a noologia estruturalista por um lado mais teórico. Ambos estudos se encontram no livro “O pensamento teórico do Tekoa”. Depois Sara parou de viajar para fora da França. Até então, sempre que atravessava o oceano para vir a essas bandas, ela vinha paro o Rio de janeiro, ia para São Paulo, Rio Grande do Sul, Buenos Aires, quase que obrigatoriamente. Quanto a sua última viagem, a de 2008, ela conta que nos aeroportos perguntavam frequentemente se ela estava desacompanhada, talvez incrédulos diante de uma imagem frágil daquela senhorinha com cabeça branca com sua minúscula mala de viagem na mão (tinha 78 anos). Ela confidenciou que se sentiu Matusalém, embora com seu vigor intelectual e físico estivesse longe de sê-lo, e não quis mais fazer essa viagem. Agora com seus 85 anos, Sara continua, nada, nada dessa senhorinha desamparada, aliás permanece muito vivaz em seu pensamento e haja pernas para acompanhá-la caminhando nas ruas. Mesmo não vindo mais de corpo presente, essa grande colaboradora científica do Tekoa tem continuado a se fazer presente entre nós e eu a visitando. Nos 15 anos do Tekoa, em 2011, Sara nos enviou uma bela e provocadora interlocução para a conferência de apresentação mais formal da noologia estruturalista; interlocução incorporada no livro lançado em 2013. Para a ocasião, avessa a tecnologia das imagens, pediu que ouvíssemos de olhos fechados, a leitura do texto de sua interlocução e, assim foi. Do mesmo modo, ela estará aqui hoje conosco hoje através de mais uma bela, densa e didática palestra, que ela chama de “ponencia”.

  • Aprendendo com Grupos Operativos – Revista Convergências nº2

    Segundo o corpo editorial, a construção da formação em grupos operativos do CEPERJ começou com a vinda do prof. Jorge Visca ao Brasil e a história do CEPERJ inicia-se, em 1982, com a formação do 1º grupo de especialistas em Grupos Operativos da instituição. A formação era constituída por módulos presenciais, sob a supervisão do professor Visca, intercalados por módulos realizados à distância.
    Numa continuação do exemplar número 1 da Revista Convergências, o número 2 apresenta, sob organização de BRANCA SZAFIR e MARIA LUIZA GOMES TEIXEIRA, mais três relatos de experiências práticas de grupos operativos vividas por alunas do curso de especialização em grupos operativos do CEPERJ.
    São oferecidas informações detalhadas do processo e da técnica utilizada pelas equipes para a realização de cada trabalho. O primeiro deles: “Grupo Operativo: o processo multifacetado da construção de um projeto” apresenta o processo de construção do projeto desenvolvido numa escola municipal (grupo de pais) descrevendo as sessões através de quadros-síntese e expõe a análise do grupo. O segundo trabalho: “Grupo e Equipe: Analogias de uma construção operativa” relata a experiência de coordenação de um grupo operativo numa escola municipal (grupo de pais), destacando a análise do processo desde a formação da equipe até a analogia entre o movimento da equipe e o movimento do grupo em foco. O terceiro trabalho “O Desejo – o real – o possível: o tecido de uma experiência de grupo operativo”, atuando numa instituição hospitalar (grupo de pacientes), traz uma síntese de todas as sessões realizadas pelo grupo e apresenta a diferença entre o ideal e o possível com grupos operativos. O quarto trabalho “Supervisão operativa em grupos” aborda a experiência de supervisores do CEPERJ com coordenadores aprendizes do curso, destacando a importância da vivência e da troca de experiências entre as equipes de coordenadores.
    Todos os trabalhos estão pautados na proposta de Enrique Pichon-Rivière e trazem importantes contribuições para o conhecimento sobre a teoria e a prática da técnica de grupo operativo.

  • Interações Lúdicas e Aprendizagem – Cristina Muniz

    O presente artigo relata a experiência do Projeto Esconderijo, realizado numa brinquedoteca da Rede Municipal de Ensino/RJ. É o resultado de uma pesquisa que foi realizada ao longo de 15 anos no mesmo local e visava repensar a prática pedagógica reducionista baseada em um paradigma instrucional. O objetivo do projeto era sensibilizar os educadores quanto ao uso do lúdico em sala de aula e propiciar a interação entre professores e alunos, permitindo que os mesmos experimentassem brincadeiras e vivenciassem experiências lúdicas de aprendizagem. O texto aborda a relação entre aprender e brincar, entre aprender e ensinar, além da importância de se pensar junto com o outro e não apenas sobre o outro. Traz também, comentários de professores participantes que ressaltam o quanto essa vivência refletiu positivamente na sua prática e na relação com seus alunos, melhorando o afeto, a confiança, a comunicação e a compreensão entre os mesmos.
    O texto é indicado para quem tem interesse em conhecer um pouco mais sobre o uso do lúdico no processo ensino-aprendizagem, bem como seus reflexos na prática educativa e na relação professor-aluno.

  • A Construção da Formação em Grupos Operativos – Revista Convergências nº1

    Dada a qualidade e importância dos seis exemplares da revista CONVERGÊNCIAS para a investigação no campo da psicopedagogia, o Tekoa faz um esforço republicá-las, através da Akadémia, nossa plataforma de divulgação cientifica online.

    Corpo editorial da revista Convergências: Branca Szafir, Maria Apparecida Mamede Neves, Maria Luiza Gomes Teixeira e Stella Maris Braga.

    Organização: Maria Aparecida Mamede Neves

    Eis o exemplar número 1 da revista.

    Segundo o corpo editorial, a construção da formação em grupos operativos do CEPERJ começou com a vinda do prof. Jorge Visca ao Brasil e a história do CEPERJ inicia-se, em 1982, com a formação do 1º grupo de especialistas em Grupos Operativos da instituição. A formação era constituída por módulos presenciais, sob a supervisão do professor Visca, intercalados por módulos realizados à distância.

    O exemplar número 1 da revista Convergências, narra um breve histórico das etapas e propostas vivenciadas na construção dessa formação, abordando o conceito de Esquema Conceitual Referencial Operativo, ECRO, cunhado por Pichon Rivière, bem como os conceitos de ansiedade de ataque e ansiedade de perda. O poema “Conhecimento da Morte”, do referido autor, foi a pedra de toque para trabalhar essas ansiedades básicas na formação daquele grupo em construção. Segundo Pichon, o grupo passa por um momento inicial indiscriminado e ao entrar em contato com outros sujeitos, vivencia ameaças de ataque e de perda. Num segundo momento, pode ocorrer uma cisão radical, onde os opostos não conseguem conviver. Uma das funções do Grupo Operativo é atuar na passagem de uma posição divalente para uma posição integrada do grupo em formação, levando-o a viver situações de rachaduras e integrações, sentindo as repercussões dessas situações na elaboração das tarefas e projetos.

  • Linha do Tempo da Psicopedagogia – Assinantes

    Essa LINHA DO TEMPO DA PSICOPEDAGOGIA vem sendo construída e reelaborada, ano a ano, pelos alunos das turmas do Módulo I – Introdução à Psicopedagogia, da formação do Tekoa. Usamos como critério de elaboração da presente Linha do Tempo a organização histórica das atividades do Tekoa – Centro de Estudos da aprendizagem-RJ, inserindo dados do CEPERJ – Centro de Estudos psicopedagógicos do Rio de Janeiro e do Instituto Pró-Saber – RJ, na qualidade de instituições afins (parceiras e com múltiplas interseções históricas). São indicados fatos relevantes da história da psicopedagogia no Rio de Janeiro, uma vez que é nesse contexto que se localiza o desenvolvimento e a atuação do Tekoa e das instituições apontadas. Também são encontrados fatos históricos de São Paulo, já que Rio de Janeiro e São Paulo possuem comunidades de psicopedagogos historicamente articuladas. Há também dados da história da psicopedagogia da Argentina, da França e de outros países da Europa devido a influência e contribuições recebidas e pela relação histórica de intensas trocas científicas desses países com o Rio de Janeiro e o Brasil, em geral. Lembramos que a linha do tempo apresentada tem um caráter dinâmico e está sujeita a revisões e pode ser corrigida e completada. É atualizada sistematicamente pelos alunos do Módulo I.

  • Glossário Psicopedagógico – Assinantes

    O presente glossário é uma iniciativa do GP-Tekoa, grupo de pesquisa do Tekoa que em seus encontros de estudos sistemáticos, ocorridos a partir de 2014, sentiu a necessidade de reunir as definições de conceitos utilizados no campo da psicopedagogia, uma área de estudos relativamente nova, sobretudo no que diz respeito a investigação teórica própria desse campo; em particular são apresentados os conceito relativos à noologia estruturalista, postulado teórico proposto por Maria Luiza Oliveira Castro de Leão.
    Os glossários especializados passaram a fazer parte da rotina dos alunos da Formação em Psicopedagogia da instituição, quando Maria Luiza Leão, diretora do Centro, sugeria que se reunisse os termos centrais relacionados à psicopedagogia à partir das elaborações teóricas dos cursos. O GP-Tekoa tomou a resolução de organizar, numa totalidade coerente, os fragmentos de glossários produzidos desde 2006. Assim, estamos disponibilizando ao público um glossário especializado, através da nossa plataforma on-line Akadémia, encarregada da difusão do pensamento teórico-prático da instituição.
    Além do glossário especializado na área da psicopedagogia oferecemos também, glossários anexos onde poderão ser encontrados conceitos de outras disciplinas (psicologia cognitiva, psicanálise, psicologia social, filosofia…) que contribuem para o corpo de conhecimentos relativos à psicopedagogia.
    O GP-Tekoa, estruturado enquanto tal, surgiu em 2014, para investigar, de maneira sistemática, estudos e projetos nas linhas de pesquisa da instituição:
    1. A Noologia Estruturalista: um postulado teórico para o campo da psicopedagogia;
    2. Roda de Conversa Operativa: uma técnica de intervenção psicopedagógica comunitária.
    Formado por especialistas em psicopedagogia, o GP-Tekoa conta com a colaboração científica de Sara Pain, Gérard Vergnaud e Sandra Bruno (França), Maria Apparecida Mamede Neves (PUC-Rio) e Maria Cecília Almeida e Silva (Pró-Saber- RJ). São os pesquisadores efetivos do grupo: Alba Weiss (em 2014), Maria Luiza oliveira Castro de Leão (desde 2014), Juliana Borges (desde 2014), Marlene Dias (desde 2015) e Gisele Noel (desde 2015).

  • “Altas Habilidades” E Reflexões Psicopedagógicas Decorrentes – Maria Luiza leão

    O que significa “altas habilidades” para uma reflexão do ponto de vista psicopedagógico? Levantado essa questão, a autora fala que reconhecemos no conceito de superdotado aquele aprendiz que desenvolve sua estrutura cognitiva vertiginosamente, prematuramente, no sentido vertical. Contudo, ela declara que temos notado que falta, muitas vezes, a criança dita com altas habilidades, experiências oportunas para enriquecer cada etapa particular do seu desenvolvimento cognitivo. Tal fato pode gerar no indivíduo dificuldades de regressão cognitiva, produzindo pessoas que não conseguem, frequentemente, operar num nível mais primitivo de pensamento.

    A autora nos traz a psicopedagogia como o campo do conhecimento que se ocupa do estudo dos fenômenos relativos à aprendizagem humana, área que deve questionar a existência do ser que aprende, dos processos de sua aprendizagem e questionar a existência dos produtos desses processos, isto é, os conhecimentos e a cultura. Visto isto, a aprendizagem é colocada como um fenômeno complexo, que aborda desde processos orgânicos a paixões que movem o sujeito a querer aprender. Segundo a autora, o pensamento no ato de aprender (objeto da psicopedagogia) seria produzido pelo inconsciente numa articulação entre dois sistemas: o da “inteligência” e a do “do desejo”. A autora posiciona seu pensamento teórico numa postura estruturalista, construtivista, interacionista e dialética, no que diz respeito ao ato de aprender.

    Este artigo propõe uma reflexão sobre o “sujeito no ato de aprender”, em relação ao contexto de suas aprendizagens: família, escola, comunidade em geral. Para a autora, a função básica da aprendizagem humana é a sobrevivência numa cultura. Deste modo, o “bom aprendiz” seria aquela pessoa capaz de desenvolver suas potencialidades, para uma adaptação ativa no mundo, movida por seus desejos; podendo atuar com suas competências cognitivas tanto no sentido vertical (mais abstrato ou mais concreto) como no sentido horizontal, em diferentes campos de conhecimento, conforme as exigências surgidas nesse processo de adaptação. Desse modo, o conceito de “bom aprendiz” não coincide, necessariamente, com aquele de ”bom aluno” ou com a superdotação. Assim, não há garantias de que o indivíduo dito com “altas habilidades” seja “um bom aprendiz” e vice-versa.

  • Glossário Psicopedagógico

    O presente glossário é uma iniciativa do GP-Tekoa, grupo de pesquisa do Tekoa que em seus encontros de estudos sistemáticos, ocorridos a partir de 2014, sentiu a necessidade de reunir as definições de conceitos utilizados no campo da psicopedagogia, uma área de estudos relativamente nova, sobretudo no que diz respeito a investigação teórica própria desse campo; em particular são apresentados os conceito relativos à noologia estruturalista, postulado teórico proposto por Maria Luiza Oliveira Castro de Leão.
    Os glossários especializados passaram a fazer parte da rotina dos alunos da Formação em Psicopedagogia da instituição, quando Maria Luiza Leão, diretora do Centro, sugeria que se reunisse os termos centrais relacionados à psicopedagogia à partir das elaborações teóricas dos cursos. O GP-Tekoa tomou a resolução de organizar, numa totalidade coerente, os fragmentos de glossários produzidos desde 2006. Assim, estamos disponibilizando ao público um glossário especializado, através da nossa plataforma on-line Akadémia, encarregada da difusão do pensamento teórico-prático da instituição.
    Além do glossário especializado na área da psicopedagogia oferecemos também, glossários anexos onde poderão ser encontrados conceitos de outras disciplinas (psicologia cognitiva, psicanálise, psicologia social, filosofia…) que contribuem para o corpo de conhecimentos relativos à psicopedagogia.
    O GP-Tekoa, estruturado enquanto tal, surgiu em 2014, para investigar, de maneira sistemática, estudos e projetos nas linhas de pesquisa da instituição:
    1. A Noologia Estruturalista: um postulado teórico para o campo da psicopedagogia;
    2. Roda de Conversa Operativa: uma técnica de intervenção psicopedagógica comunitária.
    Formado por especialistas em psicopedagogia, o GP-Tekoa conta com a colaboração científica de Sara Pain, Gérard Vergnaud e Sandra Bruno (França), Maria Apparecida Mamede Neves (PUC-Rio) e Maria Cecília Almeida e Silva (Pró-Saber- RJ). São os pesquisadores efetivos do grupo: Alba Weiss (em 2014), Maria Luiza oliveira Castro de Leão (desde 2014), Juliana Borges (desde 2014), Marlene Dias (desde 2015) e Gisele Noel (desde 2015).

  • Linha do Tempo da Psicopedagogia

    Essa LINHA DO TEMPO DA PSICOPEDAGOGIA vem sendo construída e reelaborada, ano a ano, pelos alunos das turmas do Módulo I – Introdução à Psicopedagogia, da formação do Tekoa. Usamos como critério de elaboração da presente Linha do Tempo a organização histórica das atividades do Tekoa – Centro de Estudos da aprendizagem-RJ, inserindo dados do CEPERJ – Centro de Estudos psicopedagógicos do Rio de Janeiro e do Instituto Pró-Saber – RJ, na qualidade de instituições afins (parceiras e com múltiplas interseções históricas). São indicados fatos relevantes da história da psicopedagogia no Rio de Janeiro, uma vez que é nesse contexto que se localiza o desenvolvimento e a atuação do Tekoa e das instituições apontadas. Também são encontrados fatos históricos de São Paulo, já que Rio de Janeiro e São Paulo possuem comunidades de psicopedagogos historicamente articuladas. Há também dados da história da psicopedagogia da Argentina, da França e de outros países da Europa devido a influência e contribuições recebidas e pela relação histórica de intensas trocas científicas desses países com o Rio de Janeiro e o Brasil, em geral. Lembramos que a linha do tempo apresentada tem um caráter dinâmico e está sujeita a revisões e pode ser corrigida e completada. É atualizada sistematicamente pelos alunos do Módulo I.

  • Construindo Projetos de Pesquisa e Monografias sem Traumas: A proposta Didática do Tekoa

    No artigo, Marlene Dias Dias apresenta como ela, professora do módulo XI – Métodos de pesquisa, projetos e monografia, ajudou a construir juntamente com Gisele Noel e Juliana Borges – psicopedagogas formadas pelo Tekoa, os respectivos projetos monográficos, de acordo com as características da formação desta instituição. O tema é relevante para a comunidade psicopedagógica, uma vez que trata da aproximação entre a disciplina Métodos de pesquisa, projetos e monografia com a disciplina Orientação psicopedagógica para monografia e outros projetos de pesquisa, pensadas de forma articulada de modo a auxiliar o aluno a escrever seus trabalhos de final de curso numa perspectiva dialógica e operativa.

  • Amor e Pedagogia – Sara Pain

    Mensagem enviada por Sara Pain aos participantes do II Fórum Social pelas Aprendizagens. Porto Alegre.Tema: Construção de competências científicas em educação.
    As complexas interações entre família e escola na contemporaneidade (2007).
    Através dessa mensagem, de modo poético, Sara Pain decla seu amor dedicado ao ato de educar, aos educadores e à militância pedagógica.
    O Tekoa, Centro de Estudos da Aprendizagem, com entusiasmo, faz coro às palavras de sua querida colaboradora cientifica!

  • A Psicanálise como Elemento Constitutivo na Prática Psicopedagógica – Ana Celina Vasconcellos

    A palestra apresenta a importância da psicanálise para psicopedagogia, desde seus marcos teóricos; tendo psicopedagogia como campo de conhecimento “o ser cognoscente” (seu objeto de estudo) e como seu objetivo fundamental, a construção da autonomia.
    Com essa fundamentação teórica nos aproximamos do sujeito e da sua construção do conhecimento e quaisquer dificuldades de aprendizagem são consideradas como uma manifestação de uma perturbação no sujeito total.
    O Tekoa, com escola de o psicopedagogia, tem incentivado o estudo da psicanalise em articulação com a psicopedagogia genética, como o campo teórico básico para a compreensão do pensamento no ato de aprender e de não aprender. Para a elucidação dos fenômenos do objeto multifatorial da psicopedagogia, que é a aprendizagem humana, precisa-se estudar o ser aprendente, o ser cognoscente, o pensamento no ato de conhecer, que mostram a condição para o aprender e para o ignorar.

  • Triagem Telefônica Psicopedagógica, Desenvolvimento da Escuta Clínica e Formação em Psicopedagogia – Gisele Holanda Noel

    Esta pesquisa cujo título é “Triagem telefônica psicopedagógica, desenvolvimento da escuta clínica e formação em Psicopedagogia” está inserida no âmbito da Psicopedagogia Clínica e foca a questão da escuta clínica a partir de triagem telefônica psicopedagógica realizada no Tekoa como elemento de formaçāo na instituição. O estudo trabalha com a hipótese de que o instrumento triagem telefônica psicopedagógica do Tekoa seja um procedimento que favorece o desenvolvimento da escuta clínica na formação do psicopedagogo, uma vez que para selecionar as demandas de atendimento feitas à instituição o estagiário / psicopedagogo precisa praticar uma postura psicopedagógica que vem elaborando ao longo de toda sua formação.

    PALAVRAS-CHAVE
    Triagem telefônica e atendimento psicopedagógico; triagem telefônica e escuta clínica; triagem telefônica psicopedagógica e formação.

  • Portée et spécificité da la recherche dans le champ psychopedagogique – Sara Pain

    L’article pointe les questions qui montrent, de façon critique et didactique, la portée et la spécificité de la recherche dans le domaine de la psychopédagogie, particulièrement de type constructiviste.

    Pain débute son texte en faisant référence à un grand nombre de chercheurs qui réalisent leurs investigations scientifiques sans avoir encore eu une expérience pratique dans le champ de l’apprentissage; fait qui les amène à des études sans rapport authentique à leur vécu et surtout, à des études sans passion, justement dans un domaine où il faut rechercher la passion et le manque de passion pour connaître et pour apprendre.

    L’auteur rappelle que la psychopédagogie est, avant tout, une pratique dont l´objet d’étude – l’apprentissage – est multifactoriel, ayant ses fondements, mais, la psychopédagogie justifie la véracité de ces fondements plus que ces fondements ne la justifient.

    De toute façon, il est clair pour Pain, que les situations d’apprentissage constituent un champ et l´auteur présente les apects, reliés au phénomène d’apprentissage, à prendre en compte: l’apprentissage se donne dans la présence du présent; il est multifactoriel et non linéal; il est un processus absolument individuel. Dans le texte, l’auteur affiche les contraintes pour construire une démarche méthodologique de caractère constructiviste e déclare que les conclusions tirées de la recherche dans le territoire de la psychopédagogie ne seront valables que pour le sujet pris individuellement et ne pourront être généralisées que par leur exemplarité.

  • A psicomotricidade auxiliando o trabalho do professor – Sônia Maria Gouvêa Leite

    O artigo é fruto da observação, feita em visitas a creches e escolas do Rio de Janeiro, que recaíram sobre crianças com dificuldades em segurar o lápis, letras quase ilegíveis, lentidão, descuido na realização de tarefas, dificuldades em seguir as regras estabelecidas em sala de aula e também observou-se a equipe administrativa e pedagógica no seu lidar com obstáculos e problemas diários na busca da redução e a prevenção do fracasso escolar.
    As autoras sugerem a oficina “Vivendo o jogo, estimulando o aprender”, estruturada nas práticas psicomotoras, dirigida para pais, professores e outros educadores, visando oportunizar a reflexão do conceito de psicomotricidade e sua relação com a aprendizagem. A educação e reabilitação psicomotora ganham enfoque como recurso preventivo que se mostra eficaz.

    Através do título da oficina, objetivou-se instigar o interesse do educador em participar ativamente para poder repensar a importância de “estimular” e “reestimular” seu corpo e de seus educandos, enquanto instrumento e ferramenta para o amadurecimento e crescimento emocional e cognitivo.

    Gouveia lembra que desde tempos muito remotos o homem joga. Trata-se de uma criação humana, como a linguagem e a escrita. Jogamos para encontrar respostas, por diversão, para interagir. Há no jogo a revelação de uma lógica subjetiva, tão necessária à estruturação da personalidade humana, quanto à lógica das estruturas cognitivas.

  • A função dos registros escritos na roda de conversa operativa, técnica de intervenção psicopedagógica – Juliana de Oliveira Borges

    A presente monografia estuda a função dos registros escritos integrantes das “Rodas de Conversa Operativa do projeto Circulando Memória”. O citado projeto constitui-se de um estudo de pós-doutorado de autoria de Maria Luiza Oliveira Castro de Leão que desenvolve uma técnica psicopedagógica de intervenção comunitária chamada, justamente, de “Roda de Conversa Operativa”. O objetivo geral do meu estudo monográfico é de analisar as características e funcionalidades de cada registro em função dos objetivos das Rodas de Conversa Operativa, especialmente como eles ajudaram ou não nas Rodas de Aprendizagem strictu sensu que ocorreram no ano de 2012 com grupos representativos da comunidade do município de Valença, Rio de Janeiro.

  • O alcance e a especifidade da pesquisa no campo da psicopedagogia – Sara Pain

    O artigo aponta para questões que mostram, de modo crítico e didático, o alcance e a especificidade da pesquisa no domínio da psicopedagogia, particularmente de tipo construtivista.

    Pain inicia seu texto fazendo referência a um grande número de pesquisadores que realizam suas investigações científicas sem ainda terem tido uma experiência prática no campo da aprendizagem; fato que os conduzem a estudos sem uma relação autêntica com sua vivência e sobretudo, a estudos sem paixão, justamente num domínio no qual se faz necessário pesquisar a paixão e a falta de paixão por conhecer e por aprender. A autora lembra que a psicopedagogia é, antes de tudo, uma prática, cujo objeto de estudos- a aprendizagem- é multifatorial, tendo seus fundamentos, porém, a psicopedagogia justifica mais a veracidade de seus fundamentos que os fundamentos a justificam.

  • O PENSAMENTO TEÓRICO DO TEKOA. A noologia estruturalista. A pedagogia da turbulência – Maria Luiza Leão

    A obra mostra o pensamento o pensamento teórico que fundamenta as atividades do Tekoa, como Centro de Estudos da Aprendizagem. Desse modo, apresenta um constructo teórico para o campo da psicopedagogia denominado noologia estruturalista que articula aportes da epistomologia genética de Piaget com a psicanálise. Aborda o conceito de turbulência em psicologia assinalando o significado simbólico dramático da desequilibração cognitiva piagetiana e a importância da desestabilização cognitiva na construção dos conhecimentos. A autora indica uma pedagogia da turbulência e propõe uma técnica didática chamada ciências experimentais

  • A transferência e a dimensão dramática da psicopedagogia – Anne Marie Bouyer

    Em seu artigo, Anne Marie aborda a transferência como fenômeno que ocorre nas relações humanas situando seu discurso sobre a dimensão dramática da psicopedagogia. Sobre a palavra transferência, a autora apresenta, após uma breve explicação sobre o termo e o seu significado etimológico, o significado sob o ponto de vista psicodinâmico e lacaniano. Através de cinco perguntas, o texto abre possibilidades reflexivas ao leitor.

    A reflexão inicia-se apontando para a diferenciação entre o fenômeno da transferência vivido na vida cotidiana de um sujeito, daquela transferência vivida no setting terapêutico, no trabalho analítico. Além disso, a autora questiona qual o lugar que o psicopedagogo ocupa no imaginário desse sujeito-cliente. Para pensar a questão, o posicionamento de Freud sobre a constituição subjetiva do sujeito é abordado, valorizando a importância da relação mãe-filho, das relações primárias, na construção da matriz do desejo. O texto aborda também a ressonância afetiva que o sujeito, por algum motivo, estabelece com o psicopedagogo, colocando-o no lugar de uma figura significante, como o pai ou a mãe.

     

  • O estudo da desequilibração cognitiva e a pedagogia da turbulência – Maria Luiza Leão

    A turbulência é um fenômeno do pensamento no ato de aprender que surge num momento específico de desestabilização cognitiva – estado bastante vivenciado nos tempos de hoje em que a reconstrução dos conhecimentos é uma demanda constante.

    Compreender a turbulência cognitiva nos ajuda a avaliar as competências e o desenvolvimento cognitivo do “sujeito aprendente”, cujo pensamento é abordado numa dupla leitura capaz de articular o registro lógico-conceitual e o registro simbólico-dramático
    subjacentes a todo processo de aprendizagem.

    O estudo do pensamento-no-ato de conhecer, de conceituar e as turbulências cognitivas decorrentes nos conduziu a propor uma Pedagogia da Turbulência, método de inspiração construtivista, que promove aprendizagens autênticas, uma vez que possibilita ao aprendiz a apropriação efetiva de uma estrutura de pensar, de relacionar, único bem realmente inalienável.

  • A possível relação entre a psicanálise e a psicologia genética. Três encontros com Fernando Vidal – Revista Convergências nº6

    A CONVERGÊNCIAS nº6 apresenta a transcrição autorizada e complementada pelo próprio Fernando Vidal das três conferências que ele pronunciou no simpósio promovido pelo Ceperj, em dezembro de 1997, do qual foi a figura central. Maria Apparecida Mamende-Neves, tradutora e organizadora do texto, teve como preocupação primordial manter a fidelidade e o frescor das ideias do conferencista sobre um tema bastante estimulante intelectualmente:A possível relação entre a Psicanálise e a Psicologia Genética.

    A empreitada de Mamede- Neves nos pareceu muito bem-sucedida, e o Tekoa, ainda instigado pelo conteúdo veiculado, tem a honra de re-editar, na íntegra, as três conferências transcritas no exemplar no 6 da revista porque o texto, ainda nos dias de hoje, guarda todo o seu vigor. A atualidade das ideias expostas fica evidente quando estudos mais aprofundados que aproximam a psicanálise da psicologia genética estão em franco amadurecimento.

  • Plano de assinatura Akadémia

    Pague uma taxa anual de adesão ( em até 4x R$ 30,00)  e tenha acesso a diversas publicações cientificas no campo da psicopedagogia e áreas afins. Pague uma taxa anual de adesão e tenha acesso a diversas publicações cientificas no campo da psicopedagogia e áreas afins.

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    entrar em contato: (21)2286-2572 / tekoa@gbl.com.br

  • Repensando a prática pedagógica da linguagem: a leitura, a escrita e o idoso – Marlene Dias Pereira Pinto

    Os idosos analfabetos (ou semianalfabetos ou analfabetos funcionais), devido a diversos mecanismos e acontecimentos, são frequentemente excluídos da interação social e, assim, perdendo, muitas vezes, o sentido da linguagem-instrumento indispensável para o desenvolvimento das funções mentais superiores. A linguagem comunicativa fragilizada tende a inibir o aprendizado e, por consequência, o desenvolvimento.

    O trabalho exposto teve como objetivo apresentar a proposta de um projeto pedagógico de alfabetização e letramento com idosos que busca resignificar a relação do idoso com o ato de ler e escrever. Ao mesmo tempo, a proposta proporciona, aos bolsistas de extensão da universidade, a elaboração de uma prática pedagógica voltada para as especificidades dessa faixa etária.

    Treze anos após sua apresentação, o trabalho continua ativo e sua relevância é constatada no
    desenvolvimento significativo dos alunos idosos contemplados.

  • A representação do espaço através do desenho – Heloisa Padilha

    O artigo tem como objetivo discutir a importância do desenho como uma das maneiras de se externalizar construções internas, de toda natureza, em pé de igualdade valorativa com outras linguagens (oral, escrita e corporal). Numa posição interacionista-construtivistaestruturalista, a autora nos traz uma conceituação do desenho tomando-o como qualquer outro objeto de conhecimento.

    Com base na afirmação de Piaget (1948) de que a imagem (representação, pensamento) não provém diretamente da percepção, o artigo aborda as relações e diferenciações entre percepção, atividade perceptiva e pensamento, apresentando seus conceitos e processos (centrações sucessivas, descentrações, imitação interiorizada etc). A autora conclui que não se desenha o que se percebe e, sim, a imagem que se tem do objeto percebido, isto é, a pessoa desenha o objeto elaborado a partir de uma construção mental proveniente experiências perceptivas com o objeto.