O estudo da desequilibração cognitiva e a pedagogia da turbulência – Maria Luiza Leão

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A turbulência é um fenômeno do pensamento no ato de aprender que surge num momento específico de desestabilização cognitiva – estado bastante vivenciado nos tempos de hoje em que a reconstrução dos conhecimentos é uma demanda constante.

Compreender a turbulência cognitiva nos ajuda a avaliar as competências e o desenvolvimento cognitivo do “sujeito aprendente”, cujo pensamento é abordado numa dupla leitura capaz de articular o registro lógico-conceitual e o registro simbólico-dramático
subjacentes a todo processo de aprendizagem.

O estudo do pensamento-no-ato de conhecer, de conceituar e as turbulências cognitivas decorrentes nos conduziu a propor uma Pedagogia da Turbulência, método de inspiração construtivista, que promove aprendizagens autênticas, uma vez que possibilita ao aprendiz a apropriação efetiva de uma estrutura de pensar, de relacionar, único bem realmente inalienável.

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A tese de doutorado intitulada Os momentos de turbulência: a desequilibração cognitiva e sua significação dramática apoiou-se numa experiência da área da física elementar sobre a flutuação dos corpos na água visando estudar a estrutura e o funcionamento do pensamento em conceituação, num processo de turbulência, o que quer dizer, em desequilíbrio cognitivo, levando-se em consideração a sua significação dramática. Assim, foi considerada a possibilidade de articular os aportes piagetianos da escola de Genebra com os aportes da psicanálise. O quadro epistemológico utilizado para estudar este fenômeno baseou-se no estruturalismo de Piaget e especialmente na teoria do pensamento de Sara Pain, que aborda o pensamento concreto constituído de uma dupla estrutura, uma de caráter lógico encarregada da construção da objetividade e outra de caráter simbólico-dramático encarregada de dar significação subjetiva ao conhecimento e à ignorância.

A parte empírica foi realizada com pequenos grupos de professores de uma escola elementar confrontados com a turbulência. A metodologia de análise dos dados da experiência inspirou-se principalmente nas ideias de Laurence Bardin sobre a análise de conteúdo. Além de Sara Pain e de Piaget, a análise teórica recorreu também a Vygotsky, Lacan e, no que se refere ao pensamento-no-ato, foram utilizadas as ideias de Bachelard, Vergnaud, Pichon Rivière, Verena Alberti, entre outros. Todo um capítulo foi consagrado ao estudo do riso em relação à turbulência porque este fenômeno é presente sob múltiplos aspectos nos momentos de desestabilização cognitiva da experiência... Para ler o artigo na íntegra, associe-se. Caso seja assinante, faça login.

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Maria Luiza Oliveira Castro de Leão

Doutorado e mestrado (D.E.A – diploma de estudos aprofundados) em Ciências da Educação. Paris V. Sorbonne. Fundadora do Tekoa, Centro de Estudos da Aprendizagem onde atua como psicopedagoga, professora, pesquisadora e diretora do Tekoa. Membro da Ardéco/Paris. Autora do livro “O Pensamento Teórico do Tekoa”. Rio de Janeiro. Publit.2013.

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