A possível relação entre a psicanálise e a psicologia genética. Três encontros com Fernando Vidal – Revista Convergências nº6

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A CONVERGÊNCIAS nº6 apresenta a transcrição autorizada e complementada pelo próprio Fernando Vidal das três conferências que ele pronunciou no simpósio promovido pelo Ceperj, em dezembro de 1997, do qual foi a figura central. Maria Apparecida Mamende-Neves, tradutora e organizadora do texto, teve como preocupação primordial manter a fidelidade e o frescor das ideias do conferencista sobre um tema bastante estimulante intelectualmente:A possível relação entre a Psicanálise e a Psicologia Genética.

A empreitada de Mamede- Neves nos pareceu muito bem-sucedida, e o Tekoa, ainda instigado pelo conteúdo veiculado, tem a honra de re-editar, na íntegra, as três conferências transcritas no exemplar no 6 da revista porque o texto, ainda nos dias de hoje, guarda todo o seu vigor. A atualidade das ideias expostas fica evidente quando estudos mais aprofundados que aproximam a psicanálise da psicologia genética estão em franco amadurecimento.

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Frequentemente as relações ou as diferenças e as similaridades entre a psicanálise e a psicologia genética piagetiana são abordadas segundo as categorias afetividade e cognição. Se examinamos, por exemplo, os manuais de introdução à psicologia, observamos que a psicanálise aparece na categoria dos processos afetivos, como se fosse efetivamente uma psicologia da Afetividade, enquanto que a psicologia genética se apresenta nos capítulos do desenvolvimento cognitivo.

Creio que, em certa medida, o caminho é equivocado e gostaria de começar essas conferências com algumas reflexões sobre esta questão. A extensão e o significado da noção afetividade são bastante vagos; a palavra se usa para designar estados muito diferentes: emoções, paixões, sentimentos, estados como a angústia, a ansiedade, sensações como o prazer e a dor... Para ler o artigo na íntegra, associe-se. Caso já seja assinante, faça login.

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Fernando Vidal

Nasceu e cresceu Buenos Aires. Possui M.B.A. da Universidade de Harvard e pós-graduação em psicologia pela Universidades de Genebra e história e filosofia das ciências pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, Paris. Têm trabalhado na história das ciências humanas do início do período moderno até o presente; em seu livro mais recente estudou as "ciências da alma" entre o final do Renascimento e o período do Iluminismo. Tópico que tem ensinado e cursos de Graduação e pós graduação. Foi professor visitante na Academia Americana em Roma e do Departamento de História da Ciência da Universidade de Harvard, e manteve compromissos, em Buenos Aires, Paris, Rio de Janeiro e México. Juntou-se ao CEHIC (Centro de História da Ciência da Universidade Autónoma de Barcelona) eu foi pesquisador do Instituto Max Planck para a História da Ciência em Berlim.

Sua pesquisa diz respeito à história das ciências humanas, especialmente visando as relações entre as ciência e os valores. Tem escrito sobre temas tais como as ciências modernas da alma, a história da psicologia, como psicanálise e psiquiatria no início do século 20; o movimento de educação progressiva.... Está previsto para 2016 a publicação de um livro sobre a ascensão das "neuroculturas" desde meados do século 20 e as diversas manifestações científicas e culturais da crença de que os seres humanos são essencialmente seus cérebros.

Para uma descrição mais detalhada de suas “linhas de pesquisa” ver: https://www.icrea.cat/Web/ScientificForm.aspx?key=555.

Endereço: Centro de História da Ciência (CEHIC)
Unitat d'Història de la Medicina
Facultat de Medicina, M6 / 130
Universitat Autònoma de Barcelona
08193 Bellaterra (Barcelona), Espanha